Tuesday, July 16, 2013

My first large publication

I'm very proud to announce my very first publication on an international and quite well know blog, Autostraddle.com :)

I must confess I've been doing some (lots of) shameless self-promoting ever since it came out. Why not bring it here?

CLICK HERE for rainbows.

*

Monday, July 15, 2013

cattle-like humans

"Escolha uma vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira – escolha uma família! Escolha a porra de uma TV grande! Escolha uma máquina de lavar, carros, discman, abridora de latas eletrônico. Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária. Escolha parcelas fixas para pagar. Escolha uma casa – escolha seus amigos! Escolha roupas, acessórios. Escolha um terno feito do melhor tecido. Escolha bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida. Escolha sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório. Comer um monte de porcaria e acabar apodrecendo. E no fim do caminho escolha uma família e filhos que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o pôs no mundo pra substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha a vida.

Por que eu iria querer algo assim?

Eu escolhi ‘não escolher a vida’. Eu escolhi uma outra coisa.

E os motivos? Não há motivos."

via trainspotting

Wednesday, July 10, 2013

High School Reunion

Reading this blog after so long is like returning to your birth city and finding it's become a ghost town. Contradictorily enough, it's not empty at all, but populated by the aforementioned ghosts - ghosts that had haunted you in person in the old days and that have morphed into monuments of sorts now, just lingering there stiffly as rock figures to remind you of how your life used to be. 

I must say, I did have a pretty cool life. I now talk about it with pride and every single detail of my past seems to build up the pedestal on which I now stand, head held high and a smile on my face. I used to worry so much about not being as alive as I wanted to and reading about my teenage adventures now is absolutely hilarious. 

I worried about being forgotten; I worried about not being enough. But based on the old comments I read on some of my most polemic topics only makes me realize that I was not nearly as much of a wallflower as I imagined. It's so weird to now look back and understand the mentality of the authors of the mean comments! It's so weird to read what I wrote back then and let out the widest range of reactions, from embarrassed to proud. It's so weird to be here again. 

I keep wondering what those people would think now. My journey through high school would have been a lot more interesting if I posted about my current adventures. If people thought my silly teenage stories were as wild as they did (based on their outraged comments), who knows what they would think about my life now! I guess I feel some sort of nostalgic love for my bullies. They were as innocent and scared as I was, I now notice. 

I also wonder if I should have left. Wordpress does have more than a few advantages, in my opinion, but rediscovering this has made me think twice. Might this be a first step towards a return?

*

Sunday, September 2, 2012

Morar com os pais

... é ter que dormir DOMINGO a tarde com um livro e o óculos na cama, pra sua mãe pensar que estava estudando tanto que pegou no sono e não te xingar de preguiçosa pela décima vez essa semana, sendo que durante a semana você trabalha E faz faculdade até as onze da noite.
... é levar bronca por não guardar a caixa de compras de supermercado que sua mãe separou antes de viajar, porque achava que ela tinha separado aquelas coisas especificamente para a viagem ou para algum evento no trabalho dela, como ela costuma fazer, e ao pedir desculpas levar uma outra bronca por ser uma pessoa fraca que se desculpa demais.
... é sua mãe reclamar que você NÃO comeu as bananas que estavam na fruteira, porque agora elas ficaram velhas e vão ser jogadas fora. Você só não as comeu, apesar de ter cogitado, porque sabe que sua mãe gosta mais do que você e provavelmente chegaria de viagem com fome.
... é pedirem pra você começar a descongelar o jantar e depois ser chamada de retardada por ter tirado dois fondues do congelador ao invés de um. Sua mãe estava chegando de viagem com sua irmã e duas amigas dela e não especificou quem jantaria em casa. Uma caixa de fondue dá para duas pessoas, realmente que falta de consideração não adivinhar que as amigas não jantariam aqui hoje.
... é lavar toda a louça, inclusive a que deixaram suja antes de viajarem, pra depois ouvi que não fiz mais que minha obrigação (nota: não me gabei de ter lavado nada, nem sequer mencionei isso - minha mãe viu a louça limpa no escorredor e me veio com esse "elogio" de repente).
... é levar bronca por não saber responder se sua namorada gostou mais do bolo A ou do bolo B. Você responde que ela comeu um pedaço de cada e que gostou dos dois e sua mãe entra na defensiva, falando que só queria saber qual comprar próxima vez e te chama de mal educada e sarcástica por responder "feio". Oi?!

Tudo isso em menos de sete minutos de convivência depois de um final de semana sozinha em casa.
Puxa vida, mamãe, como senti sua falta!

*

Thursday, August 23, 2012

Caviar and Cigarettes

Criei um outro blog mais "sério" haha. Esse fica pros desabafos, o outro pra coisas mais pensadas.
http://isabellacrm.wordpress.com/

*

Tuesday, August 14, 2012

paz

Há quem diga que "to love is to let go".
Acho que eu tinha uma idéia totalmente diferente sobre o amor.

Sei que tenho muito a aprender. Sei que sou boba e pura em muitos sentidos, talvez pra compensar outros. Mas odeio ser assim, as vezes. 

Não quero que o amor se torne mais uma das coisas na minha vida que, quando dá errado, eu tenho que aceitar e sorrir e seguir em frente. Já faço isso pra todo o resto. Não sou dona da minha vida em muitos sentidos. Faço favores para todos e só recebo patadas e mais cobranças. E quando tento mudar isso, quando tento deixar de fazer favores, nada muda. Ou seja, todos são indiferentes à minha existência, acho que até sou um incômodo as vezes, mas quase nunca me importo. Gosto da minha vida, dos meus valores, da minha cabeça. Me acho única e extraordinária em muitos sentidos. Vejo o lado bom de tudo e se não há lado bom, sou boa em deixar pra lá.

Mas com o amor, achei que seria diferente. 
Nunca quis me apaixonar porque sempre tive uma idéia romântica demais sobre o amor. Sabia que eu seria diferente, quando me apaixonasse. Sabia que não conseguiria ver o lado bom das coisas ruins e sabia que não ia ser boa em deixar pra lá. Tudo isso porque pra mim o amor é a única coisa tão boba e pura e extraordinária quanto eu e seria uma pena ter que deixar pra lá, como se fosse uma parte do "resto". 

Mas é claro que depois de um tempo, como todo o resto, começa a parecer que vai dar errado. É claro que a vida inventa problemas e espera que eu faça como sempre faço: ignore e deixe passar. Como com todo o resto, sou esperada a rir e me embebedar e falar que nem ligo, quando na verdade é a única coisa para qual eu ligo.

Eu só queria paz.

Paz de amar e amar e amar e me desesperar ao ver pedaços do futuro nos quais estou sozinha - futuro esse que não fui eu que escolhi.
Paz de ter ser forçada a trabalhar com qualquer coisa, principalmente com o que eu não gosto, só pra sociedade me dizer que eu tenho algum valor.
Paz de ter que me importar tanto com dinheiro, só porque todos se importam.
Paz de ver tudo o que eu gosto ser arrancado de mim e jogado no lixo junto com todos meus sonhos infantis.

Acho que quanto eu menos me importar, mais feliz serei. O segredo da felicidade, ao contrário do que eu pensava, é não se importar. Não amar. Não gostar. Também não odiar. Simplesmente morrer por dentro e se anestesiar o máximo possível, pra não sentir absolutamente nada e viver em branco. Sem amores, mas sem mágoas. 

Não sei porque viver então, se a única coisa que te mantém vivo é não viver. 

Sei que soa dramático, mas o mais estranho de tudo é a calma que sinto ao me dar conta de tudo isso. Acho que foi exatamente assim que Buddha se sentiu ao atingir "enlightenment": calmo, mais sábio, e morto por dentro.

*

Monday, February 27, 2012

saudades.

Segunda-feira: hoje vimos um show de um cover do Frank Sinatra. Sei que é coisa meio de velho, mas eu gosto. Fiquei imaginando como teria sido viver naquela época, usar vestidos a la Audrey Hepburn e ir à bares de jazz, fumar cigarros naquelas piteiras super chiques, sempre juntas.

Terça-feira: fui colocar biquini pra ir na piscina e lembrei das várias vezes na praia em que colocamos (e tiramos) biquinis juntas. Saudades...

Quarta-feira: Buenos Aires! Almocei no Caminito e tudo que eu queria naquele sol era você e uma Quilmes. Tudo me lembra você! Não vejo a hora de viajarmos juntas.

Quinta-feira: Outro dia em Buenos. A primeira coisa que vi foi uma loja de relógios e lembrei de você me contando sobre a primeira palavra que falou - lololo. Hahaha sua tonta <3 Comecei a procurar seu presente, adorei que minha mãe queria opinar em tudo e participar, ela gosta de você.

Sexta-feira: fiz escalada! Não vou mentir, fiquei com medinho hahahah. Quase desisti e pensei "se você estivesse comigo eu ia estar toda pomba, tentando te impressionar, fingindo não estar com medo". Hahah e aposto que eu ia ter que imploraaar pra você ir, e mesmo assim vc não ia querer <3 Passei a manhã em Montevideo, vi vários mochileiros! Quero logo com você.

Sábado: Desenhei as camisetas da Argentina! Coração disparado, contagem regressiva pra te ver e pra viajarmos!

Domingo: Acordei e corri pro cofre pra pegar meu celular. Sinal! Finalmente. 7 dias mais longos do mundo!

*